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Justiça dá 30 dias para prefeitura comprovar recuperação de antigo lixão de Presidente Prudente

Justiça dá 30 dias para Prefeitura comprovar recuperação de antigo lixão de Prudente A Justiça deu prazo de 30 dias para a Prefeitura de Presidente Pruden...

Justiça dá 30 dias para prefeitura comprovar recuperação de antigo lixão de Presidente Prudente
Justiça dá 30 dias para prefeitura comprovar recuperação de antigo lixão de Presidente Prudente (Foto: Reprodução)

Justiça dá 30 dias para Prefeitura comprovar recuperação de antigo lixão de Prudente A Justiça deu prazo de 30 dias para a Prefeitura de Presidente Prudente (SP) apresentar documentos que comprovem o andamento das obras de encerramento e recuperação ambiental do antigo lixão da cidade. A decisão também prevê multa de R$ 3 mil por dia em caso de descumprimento das novas determinações. Assinado na última sexta-feira (4) pelo juiz Luiz Augusto Esteves de Mello, da 1ª Vara Cível de Presidente Prudente, o despacho reconheceu que o município cumpriu apenas parcialmente as obrigações assumidas para o encerramento do antigo vazadouro municipal. Segundo a decisão, persiste a demora na conclusão das intervenções e na execução dos monitoramentos ambiental e geotécnico. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Conforme documentos apresentados pela própria administração municipal, o contrato responsável pelas obras havia atingido 40,93% de execução física até 20 de agosto de 2026. Entre os serviços pendentes estão o retaludamento, a regularização de encostas, a correção de erosões e a cobertura de resíduos expostos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Aterro municipal de Presidente Prudente segue com obras e sob cobrança do MP após quase 10 anos Gustavo Luz/TV TEM Monitoramento interrompido A decisão também apontou problemas no acompanhamento da estabilidade e das condições ambientais da área. Segundo os autos, foram instalados 61 marcos superficiais e 14 piezômetros, equipamentos utilizados para o monitoramento do terreno. No entanto, o relatório técnico produzido em maio pela empresa responsável não foi apresentado no processo, assim como não houve comprovação de campanhas posteriores de medição. Ainda conforme a decisão, o monitoramento de águas subterrâneas e gases está materialmente interrompido desde maio de 2024. Com a nova determinação, a prefeitura deverá apresentar informações atualizadas sobre o estágio físico e financeiro das obras, relatórios de medição, registros fotográficos e uma relação dos serviços que ainda precisam ser executados. LEIA TAMBÉM Defesa Civil de SP emite alerta para chuvas fortes, raios e ventania no interior de SP Escoteiros, polícia e Forças Armadas: quase 200 integrantes participam do desfile da Independência em Prudente Reformas em sepulturas podem ser feitas até 23 de outubro em Prudente O município também terá que comprovar a correção das erosões, a cobertura dos resíduos expostos e a regularização das áreas que ainda precisam de retaludamento e revegetação. A Justiça determinou ainda a apresentação de documentos que comprovem o funcionamento dos sistemas de drenagem de águas pluviais, canalização de chorume e drenos de gases. Prazo Aterro municipal de Presidente Prudente segue com obras e sob cobrança do MP após quase 10 anos Gustavo Luz/TV TEM A prefeitura deverá apresentar um cronograma vinculante para a conclusão definitiva das obras, com prazo-limite fixado para novembro de 2026. Além disso, o município terá que comprovar a retomada do monitoramento ambiental e geotécnico e apresentar um plano para recuperar ou substituir poços de acompanhamento de águas subterrâneas e gases que estejam inoperantes, obstruídos ou danificados. A decisão também prevê o acompanhamento da manifestação técnica da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sobre a suficiência dos monitoramentos ambientais previstos. Caso as novas exigências não sejam cumpridas após o prazo de 30 dias, a multa para fatos futuros passará a ser de R$ 3 mil por dia. As multas anteriores, já vencidas sob o regime anterior, foram mantidas e continuam podendo ser cobradas. Após a apresentação dos documentos pela prefeitura e da manifestação técnica da Cetesb, o Ministério Público deverá voltar a analisar o cumprimento das determinações no processo. Obras A cobrança judicial pelo encerramento e pela recuperação ambiental da área se arrasta há anos. Em junho deste ano, o antigo aterro municipal ainda passava por obras mesmo após quase uma década do anúncio de encerramento do local. Na época, o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Marco Antônio Colombo Franco, informou que parte das etapas técnicas havia sido concluída em 2026. Segundo ele, em março foram instalados piezômetros e marcos superficiais para acompanhar a estabilidade do maciço de resíduos e possíveis movimentações do terreno. Ainda conforme o secretário, a empresa contratada pela prefeitura executava a etapa final do encerramento, com serviços como plantio de grama, construção de canaletas no pé do talude e descidas hidráulicas na ala leste do aterro. Marco Antônio afirmou a ocasião que aquelas seriam as últimas intervenções previstas e declarou: "Nosso plano é que isso ocorra em quatro meses". A nova decisão judicial, porém, aponta que as obrigações ainda foram cumpridas apenas parcialmente e cobra documentos detalhados, a correção dos problemas identificados e a conclusão definitiva das obras até novembro de 2026. Em nota para a TV TEM, a prefeitura informou que vai cumprir com todas as solicitações dentro do prazo estipulado. Aterro municipal de Presidente Prudente segue com obras e sob cobrança do MP após quase 10 anos Gustavo Luz/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM n

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