Lula faz último ato da campanha na Paulista e destaca mobilização no 2º turno: 'É o povo que está organizando, e não partidos'
Público lota Avenida Paulista para ver Lula s O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a Avenida Paulista para fazer se...
Público lota Avenida Paulista para ver Lula s O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a Avenida Paulista para fazer seu último ato da campanha das eleições de 2026 neste sábado (24). A icônica avenida de 2,8 km é palco das principais manifestações em São Paulo, tanto da esquerda quanto da direita. Lula chegou ao ato pouco antes das 16h ao lado da esposa, Rosangela da Silva, a Janja, do vice, Gerado Alckmin (PSB), de Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB). Participou, segundo ele, a campanha e moradores da Paulista, de um dos maiores atos que a avenida já presenciou. Por volta das 18h20, deixou o local. Não foi feita uma estimativa de público (leia mais abaixo). Às 17h, 14 dos 18 quarteirões da avenida estavam tomados pelos manifestantes, e, com a multidão, os carros com Lula e outros convidados não conseguiam se movimentar pela avenida. Quando conseguia se deslocar, o caminhão de som levava músicas como "O Bebâdo e o Equilibrista", eternizada na voz de Elis Regina, e até o Hino da Independência: "Ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil". As clássicas como "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula" eram entoadas pelo público. Depois que o carro com Lula passava era possível ver inúmeros apoiadores chorando copiosamente. Uma dessas mulheres que choraram disse: "Ele fez muito pelo meu Nordeste, e não foi só o Bolsa Família. Só eu sei como ele mudou nossa vida", disse. Lula segura a Constituição e a bandeira do Brasil em ato na Paulista LUIZA FLORENZANO/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO Na coletiva à imprensa, Lula falou da dimensão histórica desta campanha de 2026. "Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente a mais emocionante, pela participação da sociedade", afirmou o candidato à reeleição. "E, neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto", afirmou. Lula destacou a mobilização dos eleitores no segundo turno: "Há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos nesse segundo turno. Hoje em todos os municípios do Amazonas teve mobilização. É o povo que está organizando, e não partidos". "Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. Estou convencido que a sociedade brasileira quer mudança estrutural, que faça o Brasil caminhando no caminho certo, a sociedade brasileira não quer retrocesso." A maioria dos participantes do ato trajava vermelho e muitos levaram faixas e gritavam palavras de ordem. Nos cartazes, dizeres como "Brasil soberano", "Fora, Trump", "Ditadura de 64 nunca mais". Lula e aliados desfilam em caminhão em meio à multidão na Paulista Manifestante chora na Avenida Paulista após a passagem do presidente Lula, candidato à reeleição Cíntia Acayaba/g1 No ato de 11 de outubro, era possível observar apoiadores de Lula ocupando todos os 18 quarteirões da via, do Paraíso à Consolação, se concentrando em 12 deles. Na ocasião, a campanha de Lula não autorizou, por questões de segurança, o sobrevoo do drone do Monitor do Debate Político da USP, Cebrap e da ONG More in Common, que faz a contagem do público. No dia 18 de outubro, cerca de 71,8 mil apoiadores do adversário Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram na Paulista, segundo o monitor. Apoiadores de Lula também levaram um lápis inflável gigante, em oposição ao míssil que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) levaram para a Paulista no dia 18 (veja vídeo abaixo). No míssil, havia uma frase em inglês pedindo para os Estados Unidos fazerem um ataque nuclear no Brasil. Por volta das 15h30, os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) chegaram à Paulista. Simone enfatizou ao público que não poderia fazer discurso, mas ressaltou que neste sábado (24) todos eram nordestinos, sulistas, nortistas e brasileiros. "Nós estamos aqui pelo nosso país, pelo nosso Brasil, pelos nossos filhos e filhos dos nossos filhos. Preciso encerrar para não levar multa, mas quero lembrar que eu, aos 15 anos, levantei um cartaz que queria votar presidente da república. Hoje, posso dizer, bendito o país que tem a juventude, os aposentados que defendem o Brasil. Uma boa eleição para todos nós." Ato de apoiadores de Lula na Avenida Paulista na véspera do segundo turno Alex Gomes/TV Globo Na sequência, Marina Silva (Rede) celebrou a democracia. 'É a Paulista vermelhou. É o mar vermelho se abrindo para que Lula faça sua última passeata. Nós não podemos fazer discurso de campanha, mas nós podemos dizer a poesia da democracia, da soberania, do respeito, à diversidade, é o Brasil. Viva a democracia, viva o povo brasileiro. Viva a Constituição." A organização do evento discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô em uma reunião realizada no dia 20, após a divulgação de vídeos com imagens de vandalismo. Segundo a campanha, o Metrô teria solicitado a instalação de tapumes para proteger as estações da Avenida Paulista. A estrutura chegou a ser instalada, mas, na madrugada deste sábado, a empresa contratada informou à coordenação que a companhia estaria retirando a proteção. Ainda de acordo com a organização, o argumento apresentado foi que o próprio Metrô adotaria medidas para proteger o patrimônio. A coordenação da campanha afirmou ter aceitado a decisão e disse esperar que a segurança seja garantida. Não foram registradas cenas de depredação. Estimativa de público O Monitor do Debate Político e a More in Common afirmaram, por meio de nota, que não divulgarão as estimativas de público das manifestações realizadas neste sábado, 24 de outubro. Diferentemente do que ocorreu na manifestação de 11 de outubro, desta vez a equipe de segurança do presidente Lula autorizou o uso de drones para a realização da contagem de público. "No entanto, ao chegarmos ao carro de som indicado como o único local autorizado para a operação, fomos impedidos de voar em diversos momentos e só conseguimos autorização para voar os drones às 13:30h e às 14:40h. Outros veículos, no entanto, puderam voar drones em outros horários decolando de outros pontos." "Como não tivemos autorização para realizar o registro fotográfico no horário de pico da manifestação, decidimos não divulgar uma estimativa de público, para evitar a publicação de um número que certamente iria subestimar a dimensão efetiva do ato", disse a nota. Lula em seu último ato de campanha na Avenida Paulista Cíntia Acayaba/g1 Apoiadores de Lula levam lápis gigante em oposição a míssil de apoiadores de Bolsonaro A campanha também solicitou à Polícia Militar que os policiais utilizem câmeras corporais ligadas durante todo o evento, para permitir a identificação de pessoas que eventualmente pratiquem atos de vandalismo. Outro pedido foi para que os policiais permaneçam identificados durante a operação. A organização informou ainda que enviou ofícios à PM e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para garantir que o evento não prejudique o transporte das urnas eletrônicas. Até a manhã deste sábado, não havia resposta da Polícia Militar ao documento com os pedidos. Advogados do partido se distribuíram em pontos do evento para solucionar eventuais problemas. Os nomes dos profissionais e os locais em que ficarão foram informados às autoridades. A dispersão do público ocorreu na Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, com o objetivo de manter a fluidez da circulação na região. Ainda assim, as entradas do Metrô, que permaneceram todas abertas desta vez, ficaram muito cheias. O presidente Lula ao chegar ao último ato da campanha, na Avenida Paulista Reprodução/TV Globo Ato de apoiadores de Lula na Avenida Paulista neste sábado (24) TV Globo Apoiadores de Lula durante ato na Avenida Paulista Cíntia Acayaba/g1 Apoiadores de Lula durante ato da campanha na Avenida Paulista Ismar Madeira/TV Globo Apoiadores de Lula durante ato na Avenida Paulista na véspera do segundo turno Cíntia Acayaba/g1 Ato de apoiadores de Lula na Avenida Paulista neste sábado (24) TV Globo Ato de apoiadores de Lula na Avenida Paulista neste sábado (24) TV Globo Cartaz com rosto de Lula no ato da véspera do segundo turno Cíntia Acayaba/g1 Cartazes com Beyoncé e Bad Bunny em ato pró-Lula contra Trump Cíntia Acayaba/g1 Apoiadores de Lula levaram lápis inflável gigante à Avenida Paulista como contraponto a míssil levado por apoiadores de Flávio em ato de 18/10 Cíntia Acayaba/g1 Homem em ato pró-Lula na Paulista Cíntia Acayaba/g1 Apoiadores de Lula tomam estação de metrô a caminho de ato na Paulista Último ato de campanha de Lula lota Avenida Paulista